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terça-feira, 11 de julho de 2017

Por que os cientistas falam em uma epidemia de miopia - e qual a sua origem


Especialistas estimam que, em 2050, a metade da população mundial será míope; vida moderna "enclausurada" é apontada, junto à genética, entre as principais causas do problema.




Nos últimos 50 anos, o número de pessoas míopes duplicou. Estima-se que em 2020 um terço da população mundial terá o problema na visão, em 2050, a metade.
"Estamos em meio a uma epidemia global de miopia", disse o médico Earl Smith, decano da Universidade de Houston, nos Estados Unidos.
E essa epidemia tem mais incidência entre os jovens do leste da Ásia, em países como China e Coreia do Sul, onde o problema afeta quase 90% dos estudantes que concluem o Ensino Médio.
Em outras regiões do mundo, embora os números não sejam tão alarmantes, a condição também avança.
As pessoas míopes podem ver claramente os objetos que estão próximos, mas não conseguem focar objetos distantes.
Ela ocorre quando o globo ocular cresce demais e fica maior do que o normal. Essa condição visual costuma se manifestar quando as crianças estão em idade escolar e piora gradualmente até que o globo ocular complete seu crescimento.
Se não for detectado e corrigido com lentes, a miopia pode progredir e, com o tempo, aumentar significativamente o risco de catarata, glaucoma, desprendimento da retina e maculopatia míope.
Além disso, está entre as três primeiras causas de cegueira permanente no mundo.

Qual é a causa?

Os especialistas acreditam que a genética tenha um papel no desenvolvimento da miopia, mas não é o único fator.
"Há algo em nosso comportamento e nosso ambiente que está contribuindo para o aumento de casos de pessoas míopes", garante Smith, que recebeu financiamento de US$ 1,9 milhão (R$ 6,3 milhões) exatamente para investigar as causas e estratégias de tratamento.
Muitos estudos mostram que as pessoas que passam mais tempo ao ar livre são muito menos propensas a desenvolver miopia que aquelas que permanecem a maior parte do dia entre quatro paredes.
"A demanda educacional cada vez mais exigente e o fato de se passar mais tempo em espaços fechados são fatores que contribuem para que uma pessoa se torne míope", acrescenta Smith.
"Na Ásia, entre 80% e 95% dos jovens que terminam o Ensino Médio nas zonas urbanas têm miopia, e já evidências fortes de que o índice também está aumentando nos Estados Unidos e na Europa", disse ainda o especialista, um dos líderes no tema.
"Nas situações em que há uma expectativa educacional alta, é mais provável que as pessoas desenvolvam miopia”.
Smith e sua equipe estão agora se debruçando sobre os fatores ambientais, como a exposição a certos tipos de luz, que podem ter um impacto sobre o crescimento do globo ocular que leva à miopia.

O que podemos fazer?

A miopia não tem cura nem é reversível, mas o uso de óculos pode impedir ou desacelerar o avanço da condição.
Também há cirurgia com laser que altera a forma do globo ocular para corrigi-lo, embora esse procedimento não seja recomendado em crianças ou jovens que ainda estão em processo de crescimento.
A maioria dos pesquisadores concorda que estimular crianças a brincar ao ar livre ajuda a reduzir o risco de desenvolver o problema.
Também há estudos mostrando que, ao brincar ao ar livre, a miopia infantil pode avançar num ritmo mais lento.
Os especialistas acreditam que isso tem a ver com o fato de que os níveis de luz no exterior são muito mais altos que no interior.
Por outro lado, passar muito tempo focando a vista em objetos muito próximos, como lendo, escrevendo ou usando dispositivos portáteis como celulares, tablets ou laptops, pode aumentar o risco miopia, segundo o NHS, o serviço público de saúde britânico.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Quais são os danos causados pela luz solar na lente dos olhos?


Quais são os danos causados pela luz solar na lente dos olhos?
O maior problema dos efeitos dos raios solares nos nossos olhos é que eles são cumulativos, ou seja, podem ir surgindo aos poucos, com pequenas exposições diárias ao sol, e progredindo consideravelmente com o passar dos anos.
O descuido com os olhos no contato com o sol pode levar a doenças degenerativas da região e também provocar queimaduras no globo ocular.
A exposição excessiva aos raios solares, além de afetar consideravelmente a qualidade da nossa visão, pode aumentar o risco do desenvolvimento de catarata, que, por sua vez, se não tratada corretamente, pode se desenvolver rapidamente e deixar o indivíduo parcialmente ou totalmente cego.
Uma outra doença geralmente relacionada à longa exposição dos olhos ao sol é o pterígio, que se caracteriza pelo crescimento de um tecido sobre a córnea, bloqueando fisicamente a visão do indivíduo.
Por que é importante usar óculos de sol?
Se proteger da ação dos raios solares nos olhos pode ser muito mais simples do que parece. Basta entender que o uso do óculos de sol é essencial para proteção da ação dos raios ultravioletas. Alguns profissionais da área de oftalmologia recomendam o uso de óculos de sol mesmo em dias nublados, reduzindo ao máximo a ação dos raios.



Mas não basta escolher qualquer óculos de sol para proteger seus olhos: é recomendado adquiri-lo em uma ótica de confiança, já que, nesses locais, a lente passa por tratamentos específicos (chamados de proteção UV) para evitar essas lesões causadas pelo sol.
Os óculos adquiridos em praias ou lojas não especializadas praticamente nunca passam por esse tipo de tratamento e, por esse motivo, podem até aumentar o risco de lesão ocular, já que aceleram ainda mais a ação do sol nessa região. Óculos de sol de má qualidade podem aumentar o desconforto na visão, causar dores de cabeça, acelerar doenças como a catarata, a degeneração macular, o pterígio e também elevar o risco do desenvolvimento de tumores na região dos olhos.
O que mais pode ser feito para proteger os olhos?

Outra estratégia que pode ser adicionada ao uso de óculos de sol é a ajuda de um boné, chapéu ou viseira durante a exposição ao sol, já que eles são capazes de fazer um bloqueio físico aos raios do dia.
Frequentar o sol nos horários indicados também é uma boa alternativa para diminuir a ação dos raios nos olhos: prefira sempre tomar sol entre 6 e 10h da manhã ou depois das 16h.
Além de ter o cuidado adequado com os materiais que ajudam a proteger seus olhos da ação do sol, também é preciso manter-se atento à qualidade da alimentação, que influencia diretamente a diminuição de processos degenerativos.
E você, está protegendo seus olhos dos danos gerados pelos raios solares? Ainda ficou com dúvidas sobre esse assunto? Fale conosco nos comentários!
Importante : não deixe de se consultar com seu oftalmologista de confiança regularmente !

terça-feira, 27 de junho de 2017

Fique atento aos danos que o sol pode causar nos olhos


Fique atento aos danos que o sol pode causar aos olhos

Pesquisa revela que enquanto 86% dos entrevistados lembraram-se de doenças de pele como consequência da exposição aos raios UV, apenas 30% mencionaram doenças oftalmológicas

 


Praticamente todos os efeitos do sol nos olhos são cumulativos .
Os raios UV afetam a visão tanto quanto a pele, mas a proteção dos olhos no dia a dia ainda não está no topo das preocupações da maioria das pessoas. Uma pesquisa realizada pelo Ibope aponta que enquanto 86% dos entrevistados associam problemas de pele como consequência da exposição prolongada ao sol, apenas 30% lembram-se de doenças ligadas aos olhos, como catarata e degeneração macular.

A pesquisa entrevistou mil pessoas em Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. Em Porto Alegre, por exemplo, 99% dos entrevistados lembraram-se de doenças da pele ao serem perguntados sobre os efeitos nocivos do sol. No entanto, apenas 39% das pessoas lembraram-se dos danos à visão.

Os números, entretanto, demonstram que a consciência sobre os danos dos raios UV à visão aumentou. Uma pesquisa similar, também realizada pelo Ibope, mostrou que apenas 19% dos pesquisados apontaram doenças oftalmológicas.
A maioria dos entrevistados ainda se lembra mais de doenças relacionadas à pele porque o sol causa problemas imediatos na derme como ardência por queimadura, descamação e manchas. Já nos olhos, praticamente todos os efeitos são cumulativos.

Entre as principais doenças oculares causadas pela radiação ultravioleta estão a catarata, fotoceratite, pterígio e degeneração macular.

— A catarata, opacificação do cristalino é a maior causa de cegueira tratável no mundo. Responde por 47% dos casos de perda da visão entre brasileiros e têm um crescimento de 120 mil novos casos ao ano. A única forma de tratamento é a cirurgia em que o cristalino natural é substituído por uma lente intraocular .
Da mesma forma que o sol provoca o envelhecimento precoce da pele, causa envelhecimento dos olhos.

— Em geral a catarata surge a partir dos 60 anos, mas pode ocorrer antes em quem se expõe muito ao sol. Um levantamento feito nos Estados Unidos com 834 remadores que passaram a maior parte da vida com os olhos expostos constantemente ao sol, sem proteção, mostrou que 30% deles tiveram diagnóstico de catarata por volta dos 50 anos .

Já a degeneração macular é a causa mais comum de cegueira definitiva no Ocidente. Ela ocorre quando a radiação causa a morte de células da mácula — parte central da retina, responsável pela visão de detalhes. A exposição acumulada aos raios UV causam ainda o ressecamento da lágrima, que leva à ceratite, inflamação da córnea e pterígio, que é uma forma de defesa contra o ressecamento provocado pela radiação UV, em que ocorre o espessamento da conjuntiva (membrana que cobre a parte branca do globo ocular e a superfície interna das pálpebras).

Para proteger os olhos dos danos dos raios ultravioletas, recomenda-se usar lentes de qualidade e que protejam entre 90% e 100% da radiação UV.

— Esta proteção é necessária tanto nos óculos de sol, quanto nas lentes comuns usadas no dia a dia, mas muitos se esquecem de que os raios UV nos atingem em várias situações.

Outros cuidados, como usar chapéu, boné ou viseira e evitar a exposição nos horários de pico da radiação, entre 10 e 16 horas, também são necessários.

Já que os danos dos raios UV são cumulativos, os olhos das crianças devem ser protegidos. Além disso, elas passam três vezes mais tempo ao ar livre do que adultos e estudos demonstram que 80% do tempo que passamos em ambientes externos ocorre antes dos 18 anos.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Cuidados com os olhos durante as festas juninas / o que fazer?


Nas festas Juninas, além das comidas típicas (bolos, caldos, pamonhas, bolinhos fritos, curau, pipoca, milho cozido, canjica) e bebidas (quentão, vinho quente), temos enormes fogueiras, balões, brincadeiras como o pau de sebo e fogos de artifício entre outros, com o intuito de animar ainda mais a festividade.

Cuidados com os olhos nesse mês de comemorações é importante, pois saímos das atividades habituais quando organizamos e participamos dessas festas.

Cuidados:

1)Enormes fogueiras: os cuidados devem começar na hora do empilhamento dos pedaços de madeira, para não cair nenhuma farpa nos olhos. O que fazer caso entre no olho? Se o pedaço de madeira estiver em cima da região colorida do olho ou em cima da pupila, não tente retirar! Vá direto ao pronto-socorro.

Porém, se estiver na pálpebra inferior ou superior ou sobre a parte branca do olho, pode ser retirado com um cotonete ou ponta de lenço limpo. Para evitar transtornos, use óculos de proteção (iguais os usados em indústrias ou durante podas de arbustos no jardim).

Cuidado também na hora de ascender o fogo com o combustível, para não cair nos olhos. Caso derrame produtos químicos nos olhos:

Primeiro : vá até uma torneira e lave os olhos em água corrente por 20 minutos sem parar.

Após : pegue um cotonete , molhe-o na água e passe na parte interna das pálpebras.

Só então: vá procurar ajuda em um pronto-socorro ou com seu oftalmologista!

OBSERVAÇÃO: Você pode substituir a água corrente por soro fisiológico, mas, este deve estar muito bem acondicionado na geladeira, aberto há poucos dias e em quantidade suficiente para lavagem por 20 minutos. Lembrete: Evite deixar, ao alcance da criança, os produtos para ascender a fogueira.

2)Brincadeiras como o pau de sebo: cuidado com o trauma ocular. Caso receba uma cotovelada ou joelhada nos olhos: não pressione e nem coce os olhos. Veja sua visão, se está normal. Se perceber que houve uma queda da visão, se aparecerem manchas fixas pretas ou vermelhas na visão, se começar a ver flashes de luz (semelhante a raios ou trovões), mesmo de olhos fechados, procure seu oftalmologista ou vá para um pronto-socorro.

3)Balões: soltar balões é crime ambiental, além de provocarem queimadas onde caem, também podem provocar acidentes aéreos. Podem queimar também quem está acendendo e quem está por perto na hora de soltar o balão. Em caso de queimadura ocular, não coloque nenhum colírio ou pomada- vá imediatamente ao pronto-socorro.

4)Fogos de artifício: O perigo dos fogos envolve olhos, pés, pernas e mãos. Ao acender os fogos (buscapés e rojões), eles podem estourar e dependendo da potência, arrancar dedos, perfurar olhos e arrancar pedaços da perna e pés.

As roupas que são, na maioria sintética, também oferecem perigo, pegando fogo ao contato com uma faísca. Os estalinhos a princípio não oferecem risco.

5) Ao fazer quentão ou vinho quente: cuidado com as crianças perto do fogão. Deixe sempre o cabo da panela virado para dentro, evitando-se, assim queimadura térmica ocular por líquido escaldante na panela.

6) Se a festa Junina for em sítio ou fazenda com animais: As fezes de alguns animais ( cachorro e gato ) e de aves podem transmitir uma doença , que provoca inflamação no olho, podendo levar à cegueira . O contágio é feito através do contato: mão - fezes do animal-mão-boca. Então, é muito importante ensinar às crianças a lavarem as mãos, assim que acabarem de brincar com os animais.

Também nos sítios , as crianças devem tomar cuidado com as aves que bicam, podendo ferir os olhos.

7) Ao fazer as bandeirinhas: Não forneça à criança tesouras com pontas para cortar o papel das bandeirinhas, assim ela não correrá o risco de perfuração ocular.

Outro cuidado: no caso de olho vermelho, irritação, ardência após piscina ou fumaça da fogueira, faça compressas com gaze ou algodão embebido em água fria (não gelada) sobre os olhos fechados. Peça ao seu oftalmologista indicação de um colírio lubrificante e use nessas ocasiões.